Alguns agricultores de Goiás foram assaltados mais de uma vez em pequeno intervalo de tempo e perderam fertilizantes, agroquímicos e sementes

Uma pessoa é assassinada a cada nove minutos no Brasil. No ano passado, mais de 58 mil civis foram mortos violentamente, sendo que São Paulo e Rio de Janeiro concentram 45% dos casos. Mas, a falta de segurança não se restringe só aos grandes centros. Em Rio Verde, Goiás, cresce o número de assaltos a propriedades rurais. Por lá, alguns produtores já foram roubados mais de uma vez em apenas um mês.

Agricultores de Rio Verde estão preocupados com a insegurança no campo. Segundo o presidente do sindicato rural do município, Luciano Guimarães, praticamente todo mundo na região tem uma história sobre insegurança no campo, ou conhece alguém que já viveu esta situação. “Estamos vivendo um momento de insegurança muito grande no campo. A cada dia que passa mais assaltos acontecem, mais um roubo. Não existe nem pudor quanto ao horário destes roubos, pode acontecer em plena luz do dia”, garante Guimarães.

Para tentar minimizar este problema, o sindicato rural de Rio Verde lançou uma cartilha com orientações sobre os riscos e os cuidados que o produtor deve tomar. “Estamos interagindo com a policia militar, com a policia civil e todos os órgãos de combate ao crime. A ideia é fazer um trabalho de divulgação, prevenção e orientação, tanto para o produtor, como para funcionários das propriedades”, conta o executivo.

Por sua vez, os produtores também encontram uma forma de combater este problema e criaram uma rede de informações através de um grupo de WhatsApp, com produtores, e policiais. O sojicultor José Roberto Brucceli participa do grupo e ao menor sinal de problemas pega o celular e informa tudo. “Quando acontece um roubo na fazenda, informo a polícia imediatamente. Estamos conseguindo dar mais agilidade ao processo, pois as fazendas são distantes do centro da cidade. Já aconteceu casos de a policia encontrar com o ladrão na estrada”, relembra Brucceli.

Em sua propriedade, que fica em Santo Antonio da Barra (GO), o sojicultor já terminou a semeadura dos 500 hectares com soja, que inclusive já emergiram. Nem os temporais que atingiram a cidade e destelharam os barracões preocupa tanto Brucceli, quanto a violência. Nos últimos 60 dias, a propriedade do agricultor foi assaltada duas vezes. Levaram fertilizantes, inseticidas e sementes. Ele calcula um prejuízo de mais R$ 100 mil. Agora, ele criou um plano de ação para evitar mais problemas com assaltos. “Compro insumos para a safra toda, mas a entrega é fracionada. Só trago o que irei consumir imediatamente”, explica.

Esta é, inclusive, uma das recomendações da policia. A delegada da cidade diz que nos últimos três anos foram registrados mais de 20 casos de roubos e furtos na localidade. Além dos insumos, as máquinas agrícolas também são muito visadas. “Essa ideia de que o campo é um lugar seguro e com pouca incidência de criminalidade, infelizmente, não é verdade. Orientamos os produtores a tomarem cuidado. Deixarem as máquinas guardadas nos galpões trancados. Além de colocar algum sistema de alarme, ter o telefone de policia militar, patrulha rural, policia civil para caso aconteça alguma coisa acionar imediatamente a polícia”, destaca a delegada Taisa Antonello.

Folha Informativa Notícias: Cresce o número de assaltos a fazendas no país
Matéria do Canal Rural.
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